Um manifesto pelo skate gaúcho

Todos estão acostumados a ver na TV aberta grandes campeonatos de skate em São Paulo e Rio de Janeiro, dois pólos do esporte no Brasil. Porém, poucos sabem que o skate gaúcho é o terceiro mais forte do país. Do Rio Grande do Sul, saem grandes marcas de roupas e calçados, para a prática do skate, proporcionando patrocínios aos atletas se destacam na região. Muitos profissionais viajam o mundo representando o Brasil e têm como objetivo melhorar a imagem do esporte, lutando por mais espaço e reconhecimento da modalidade na sociedade e por um maior apoio dos órgãos governamentais.
Há mais de 2 anos, a Federação Gaúcha de Skate (FGSKT) e a Associação Portoalegrense de Skate (APAS) lutam para a construção de uma pista de skate em Porto Alegre. Os recursos para a obra já foram aprovados perante o governo federal, porém o processo emperrou na Prefeitura. A necessidade de uma nova pista na Capital é grande. A pista de skate do IAPI, apesar de reconhecida mundialmente, nunca passou por um processo de reforma, sendo insuficiente para atender as necessidades do publico. Luan de Oliveira, de apenas 18 anos, conquistou a cena nacional e internacional graças à pista do IAPI, onde começou a andar de skate.
Vários outros Luans devem estar por vir, e é necessário dar oportunidades, construindo novos “skate parks”. “Para a prática do Street Skate, que é a modalidade mais praticada no mundo, Porto Alegre só tem uma pista, pequena para a quantidade de skatistas que tem na cidade”, diz Cezar Dal Pozzollo, o Gordo, skatista profissional desde 2000. “Skatistas se deslocam da Zona Sul, de outros municípios e até mesmo de fora do país para andar no IAPI. A gente precisa de mais pistas”, acrescenta.
Por isso, 29 de março foi um dia importante para o skate gaúcho. Neste dia, a pista pública do IAPI em Porto Alegre foi palco de um manifesto para o benefício do skate da cidade. O ato começou às 10 horas da manhã, com a coleta de assinaturas para angariar recursos para a construção de pistas de skate na capital gaúcha e também ocorreram campeonatos , um em jam session para os amadores, onde todos andam juntos em uma bateria e best trick, melhor manobra em um obstáculo montado, para os profissionais.

Apenas construir pistas novas, no entanto, não irá resolver o problema. É necessário construí-las com o devido acompanhamento da FGSKT e da APAS. As pistas construídas sem a colaboração das entidades ligadas ao skate acabaram sub-aproveitadas, abandonadas e algumas são palco de consumo de drogas. Sem falar no perigo que elas representam para quem pratica o skate. Segundo Gordo, muitas pistas são feitas com rampas desproporcionais, fazendo com que o skatista pegue velocidade demais ou não suficiente. “Ás vezes fazem pistas com um chão ruim, que trava o skate, e acabam acontecendo um monte de quedas. Eu cansei de ter que levar gente para o hospital com braço, perna quebrada”, afirma ele. É o caso de pistas como a da Gaston Englert ou a do Parque Germânia. “Porto Alegre tem várias outras pistas que a prefeitura fez sem consultar nenhum atleta, ninguém envolvido com o skate. As pistas acabaram jogadas e ninguém vai andar nelas”, diz Rafael Guzzo, skatista profissional há 6 anos.
Porém, a construção de uma pista nova, que seria no Parque Marinha, esbarra na burocracia. A justificativa oficial era de que não havia uma drenagem ideal para a construção. Mas no início de março, houve uma reunião entre o secretário da SMAM e da SMOV, e a esperança cresceu. “Acho que agora teremos uma resposta direta, pois agora os problemas serão sanados diretamente de secretário para secretário, o que não acontecia antes”, diz Guilherme Gonçalves, o Gnomo, atleta profissional há 7 anos. O projeto da pista foi iniciado em 2006, com a verba federal obtida pelo deputado federal Beto Albuquerque. Ele conseguiu aprovar duas emendas, uma delas no valor de R$ 150 mil para a pista no Marinha, para a modalidade Street Skate, e outra, de R$ 100 mil, para uma pista no Guarujá, que será no estilo vertical.
“Dentro da parte burocrática da prefeitura, do mecanismo de secretarias que cuidam da construção da pista, que está travada há mais de dois anos, acho que ela talvez saia agora. Com mais este manifesto, talvez a gente possa conseguir mais rapidez da prefeitura, para que até o final do ano, as duas pistas estejam prontas”, acrescenta Gnomo. Uma delas, no Marinha, que será para a modalidade Street Skate, e a do Guarujá, que será no estilo vertical.”

No final do evento, foram arrecadadas 440 assinaturas entre skatistas e simpatizantes que apóiam e acreditam na evolução do skate, alem de outras 650 através de uma petição online, lançada pelo blog do manifesto. Só resta esperar que, desta vez, o projeto de uma nova pista se concretize de uma vez por todas.
maio 2, 2009 às 5:19 pm
isso aí galera !skate não é só um esporte é VIDA!
maio 27, 2009 às 5:51 pm
É este PUTO DO FOGAÇA e a PUTA DA YEDA que querem roubar mais e mais e não pensa nos outros e nos que os elegeram!!!