Go Skateboarding Day mobiliza o skate mundial

Posted in Uncategorized on junho 26, 2009 by skateabout

O Go Skateboarding Day é uma data que ocorre normalmente no dia 21 de Junho. O nome é um trocadilho com as placas que dizem “No Skateboarding” (em inglês, Proibido Andar de Skate). O feriado não-oficial foi criado pela International Association of Skateboard Companies (IASC) para tornar a prática do skate mais acessível para o mundo, com diversos eventos que ocorrem em várias cidades ao redor do mundo. A data é celebrada desde 2004 e é  reconhecida até mesmo pelo Congresso Americano, graças à congressista Loretta Sanchez

 

Porém, críticos afirmam que a data é puro marketing e foi criada apenas com o intuito de estimular a venda de produtos relacionados. O site No Skateboarding Day observa que a data é puramente comercial, e seu autor não vê sentido em escolher em criar um feriado específico para o skate, dizendo que ele deve ser praticado todos os dias do ano, não apenas numa data estipulada pela Indústria. Comercial ou não, o dia serve como desculpa para pegar o skate e sair à rua.

 

Para Iuri Albuquerque, skatista e advogado, o Dia Mundial do Skate se comemora divertindo-se com os amigos, andando de skate, lembrando que todo dia é dia de andar de “carrinho”. Frederico Lima, skatista e empresário, lembra da música “Summer Time”, do Sublime, como trilha sonora ideal para a data marcada pela diversão. Afinal de contas, a data também representa o início do verão norte-americano. 

 

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Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, a data foi o começo do inverno no Brasil. Em Porto Alegre, skatistas e simpatizantes do esporte se reuniram no último domingo, dia 21, num tradicional ponto turístico da cidade: a Usina do Gasômetro. O público começou a se agrupar cerca de 13h, convocando todos os presentes a se juntarem na barraca, onde eram distribuídos brindes como camisetas oficiais do evento, adesivos e revistas. Todos os participante eram convidados a se cadastrarem, para concorrer a um kit com peças de skate e vale-compras nas lojas conveniadas. 

 

A caminhada, ou melhor, “skateada”, com destino à pista do Parque Marinha do Brasil teve a largada às 15h. No comando estava André Orrigo, empresário da Dagringa Distribuidora, com o seu megafone, animando a passeata. Os mais de 100 participantes percorreram a distância de aproximadamente 3 km da Usina até o Marinha andando nos seus respectivos skates, fazendo barulho e convocando as pessoas que passavam pelo calçadão Por-do-Sol.

 

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Chegando no destino, a movimentação já era intensa. Outra centena de skatistas estava presente. A ideia da comemoração não tinha a intenção de competitividade. Não houve nenhum torneio, apenas foi reforçado o jargão just for fun. O evento não tinha hora para terminar, dependendo somente do tempo (ameaçou chover no dia) e da luz natural. E, de fato, só acabou quando escureceu, depois de muitas manobras, diversão e altas doses de energético, que foi distribuído gratuitamente.

 

O GSD foi importante para mostrar à população que existe uma cena local muito forte de skatistas, de todas as idades e estilos. Para o anfitrião André Orrigo, “essa união ajudou a reforçar a imagem de uma prática que não é apenas um esporte, mas um estilo de vida”.

 

Para mais fotos, acesse o site Skatismo ou Skatearte.

 

Conflitos com a lei

 

Um incidente com a lei no Go Skateboarding Day que aconteceu com os skatistas Ian Baird, Shakur Robinson, Nick Keys e outros amigos na cidade de Hot Springs, Arkansas virou notícia. De acordo com os skatistas, o oficial de polícia Joey Williams fez uso de força excessiva ao prende-los por terem violado uma ordenação da cidade que proibia a prática do skate na rua. Um vídeo do ocorrido foi postado no YouTube e chamou a atenção do país inteiro. Segundo o skatista Matt McCormack, o policial estava sufocando uma garota de 13 anos, que andava junto com eles.

 

O vídeo iniciou uma série de telefonemas e e-mails para a polícia local, em repúdio ao ato. Skatistas e usuários da internet começaram a postar o vídeo em blogs, MySpace e Facebook, chamando o incidente de um exemplo de brutalidade policial e incentivando outras pessoas a lotar o Departamento de Polícia com ligações. 

 

“Estamos recebendo tantas chamadas que as pessoas com problemas não conseguem linha. A linha administrativa está lotada. São todos jovens. Alguns ligam e querem registrar uma queixa, mas alguns ligam e nos xingam”, disse o oficial local Clifford McNeely para a ABC News. Críticos afirmam que o vídeo foi editado para mostrar os skatistas como vítimas.

 

Para John Bernard, diretor-executivo da IASC, o preconceito contra skatistas pode ter sido um fator nas prisões. “Skatistas sofrem discriminação. A polícia não pode esperar para entregar uma multa de US$ 30 a 300 para a garotada. Uma de minhas missões é me encontrar com departamentos de polícia e educa-los sobre o esporte. Andar de skate não é um crime. Bom, a não ser que você viva no Arkansas”.

 

No fim das contas, o policial foi absolvido das acusações de força excessiva, mas teve que ser orientado, pois deixou um suspeito algemado para trás ao perseguir outro. Quanto aos skatistas Skylar Nalls e Matt McCormack, autor do vídeo, tiveram de pagar multas de US$85 e US$210, respectivamente, e prestar serviço comunitário.

 

Assista o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:

 

 

Fotos: Ramiro Furquim/Outro Ângulo

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Viver a Street Art

Posted in Uncategorized on junho 12, 2009 by skateabout
Grafiteiro Trampo

Grafiteiro Trampo

Grafiteiro Trampo

Andar de skate não se resume a estar em cima das quatro rodas nas ruas e pistas. Existe um forte estilo de vida que está presente na maneira de vestir, no núcleo de amigos, nas musicas, no vocabulário e até mesmo expresso na arte. O grafite é a cultura que mais se aproxima do skate, pois sua natureza está ligada à rua, talvez seja a mais democrática das artes. Mas não pegue essa característica como pejorativa, ao contrário, é um tipo de arte que dificilmente transita nestes meios. O grafiteiro é um artista como os outros, por muitos não é reconhecido como tal, mas é fato que grafite é arte tanto quanto um escultor que transforma ferro em beleza, ou um compositor que transforma palavra em poesia. O grafite é um primo pobre da pintura convencional, aquela que vemos em galerias e museus. Então como um grafiteiro sobrevive, como compra seu material de trabalho? Um escritor vende seus livros, um cantor faz shows, um pintor vende seus quadros. Qual será a opção de sustento em uma arte que tem na sua essência a rua, o espaço público?
O grafite está rodeado de preconceitos devido ao fato de muitos praticantes desse movimento serem skatistas, conectados com o mundo do street art. Essa cultura de rua vem do contato direto com o espaço público, utilizando a sua arquitetura como meio de expressão. Assim, muitos confundem grafiteiros com pichadores, pintores têm cisma com a técnica, mas o que ninguém pode negar é o impacto que essa nova expressão artística tem na vida de quem mora em uma grande metrópole. Na verdade, como diz a professora e pesquisado, Maria Beatriz Rahde, esse movimento não é tão recente:

– Graffitti é uma palavra de origem italiana que significa “escrita a carvão”, ela é antiga, e a história do graffitti é bem antiga, os romanos já utilizavam o graffitti como manifestação de protesto, o graffitti vem de séculos atrás, nas paredes de construções eles protestavam com carvão, que eram chamados de graffitti. – salienta Rahde, que tem sua linha de pesquisa voltada para a comunicação e as tecnologias do imaginário. O homem das cavernas já desenhava nas paredes as suas estórias, suas caçadas, aventuras. Segundo o grafiteiro Luis Flávio, mais conhecido como Trampo, é da natureza do homem querer perpetuar sua existência:

– O ser humano tem o hábito de querer deixar uma marca, deixar um risco, a coisa da pichação não ta só na mão da juventude, da gurizada, tem protesto no meio disso tudo, e no meio desse protesto tem política – observa Trampo, que pinta há mais de dez anos, e é referência para jovens artistas.

Arte na Cidade Baixa, Porto Alegre

Arte na Cidade Baixa, Porto Alegre

A procura por pessoas que fazem desta arte seu modo de vida e seu ganha pão não foi difícil, mas todo grafiteiro tem uma visão diferenciada sobre esta questão, o que não significa que suas opiniões sejam divergentes, afinal, como já foi dito, este assunto está cercado por polêmicas. Para Pierre da Rocha Matos, vulgo Aranha, existem dois tipos de grafite, o comercial e o espontâneo, o pago e o autoral, digamos assim :

– Eu considero grafite uma coisa e trabalho comercial uma outra coisa, é uma coisa que é sem sentimento, pronta, e o grafite é emoção, é uma coisa do coração, tem sentimento, tem alegria, tem tristeza. Quanto ao grafite comercial, não tem nada disso, é uma coisa limpa que tu vai colocar lá para o teu cliente – define Aranha, que obtém renda grafitando em lojas, pet shops e criando logomarcas.

Para Natan Silveira o trabalho remunerado é válido e faz uma comparação com a pintura convencional:

– É um trabalho, é o trabalho da arte, como se fosse um artista que vende quadro num leilão, a gente vende uma idéia no caso, né!? Um logotipo, uma pintura na frente de uma loja, a restauração de uma parede, é nosso tipo de ganhar dinheiro – exemplifica Natan, grafiteiro há oito anos, que já foi interno da Febem e hoje é dono da única loja de equipamentos para grafitagem do sul do Brasil, a Arte na Lata.

A consciência desses artistas em relação ao que realizam é assombrosa, eles possuem uma noção bem clara do que estão fazendo. E não hesitam em diferenciar o grafite de rua de um trabalho encomendado.

– Grafite é uma idéia pura que tu tem em cima de alguma coisa e tu vai lá e faz do jeito que tu quiser, com as cores que tu quiser, isso aí é grafite. Mas, agora, se o cara dizer pra ti: “Usa a tua idéia, mas tu usa vermelho, amarelo e roxo”, ele está te propondo um tema, te colocando limites, aí eu já acho que não é o grafite puro. Porque o puro é a idéia como ela veio ela vai pra parede, mas é válido, tu tem aquele dom, tu sabe fazer aquilo, porque tu não vai ganhar uma grana com aquilo? – esclarece Fernando Soares, o True, que grafita há nove anos, trabalha na loja Arte na Lata e ministra oficinas de grafite no local.

Trampo ressalta que é possível trabalhar e ganhar dinheiro sem se corromper:

– Tem maneiras de estar trabalhando com o pessoal da publicidade ou ta fazendo trabalho decoração, buscando parcerias, ou, ás vezes, com uma marca que dá liberdade pra gente estar criando e trabalhando em cima do nosso estilo sem estar si vendendo, é uma troca, é um bom negócio. É moda, hoje, esse negócio da cultura urbana, então é um momento bacana de ta se organizando e buscando essas parcerias, de pintar painel publicitário, que é um meio bacana de ta ganhando uma grana também.

A fusão skate e grafite serviu como tema da mostra cultural TRANSFER, realizada no Santander Cultural em 2008. A cultura urbana e arte contemporânea foram expostas em mais de 300 obras de acervos privados nacionais e do exterior, além de vídeos e fotografias de uma gama de materiais de mais de 100 artistas. Essa realização promoveu um amplo olhar sobre o tema e provocando reflexões sobre este movimento cultural. Um dos destaques de TRANSFER foi uma ousada instalação no saguão do prédio: uma estrutura “skatável”, ou seja, que pode ser percorrida por skatistas, criada pelo arquiteto Pedro Mendes da Rocha, com consultoria artística do coletivo Noh de skate, arte e arquitetura.

Arquitetura "skatável" no TRANSFER

Arquitetura "skatável" no TRANSFER

O grafite é uma expressão artística da rua e para rua, cada vez mais surgem novos estilos e tendências, novos artistas, novas técnicas que o enriquecem. Pode ser considerado uma profissão como qualquer outra, mas é impossível não reconhecer suas características transformadoras, libertárias, revolucionárias, fortemente ligadas as questões sociais, o que não é exclusividade desta arte, mas que o diferencia das outras por ser mais palpável, mais visível, popular, ao alcance de todos.

Oportunidades no skate gaúcho

Posted in Uncategorized on maio 29, 2009 by skateabout
Tail slide na borda do bowl do Skatepark Sogipa

Tail slide na borda do bowl do Skatepark Sogipa

O novo Sogipa Skatepark foi palco, neste último fim de semana, da primeira etapa do Ran.King Sogipa de Skate. A competição foi composta de jovens skatistas, com idades variando de 11 a 19 anos, divididos nas categorias iniciante, mirim e amados, nas modalidades Street, que remete a obstáculos de rua, como escadas, bancos e corrimãos, e Banks, que é uma pista em formato de piscina, composta também por rampas.

O grande objetivo do evento era proporcionar espaço para a nova geração do skate. O torneio durou dois dias, 23 e 24 de maio, e teve a iniciativa da Swell Skateboard, junto com patrocinadores.

O torneio, que envolveu cerca de 50 competidores, vindos de vários lugares diferentes e vários talentos promissores. Entre eles, jovens como Lucas  Marra, portoalegrense de 17 anos, que se sagrou vencedor da categoria Banks Iniciante. Praticante desde os 11 anos de idade, ele conta que anda de skate mais por diversão. Diz que não descarta algum dia chegar a ser profissional, mas não é sua prioridade.

Para virar profissional, é necessário um patrocínio bom. Porém, a dificuldade para conseguir patrocínio aqui no Sul é maior do que nos outros estados, segundo ele. “Tem lojas que enxergam o patrocínio como um gasto, e não como um investimento para a divulgação do próprio negócio”.

Um problema bastante citado é a falta de mais pistas para a prática do esporte na região. “Quanto mais pistas de boa qualidade, mais pessoas vão andar. E quanto mais pessoas andando, mais o skate evolui, não apenas tecnicamente, como também economicamente”, diz João Victor Santos, 17 anos, 5º lugar na categoria Banks Iniciante no Ranking Sogipa, acrescentando que “a única pista pública decente aqui em Porto Alegre é a do IAPI”. Segundo ele, há uma grande burocracia que tranca a construção de uma nova pista pública para a cidade, e “muitas vezes quando conseguem o dinheiro da obra, ela é feita por gente que não entende do assunto”.

O novo Sogipa Skatepark, apesar de ser uma pista de boa qualidade, pois engloba todas as modalidades do skate, não ajuda a sanar o problema, pois é de propriedade privada do clube, de acesso apenas aos sócios ou a quem conseguir convites.

“Outra coisa que falta é o investimento sério de marcas nacionais. A maioria faz produtos de má qualidade”, diz Santos. Opinião compartilhada por Lucas, que cita os trucks da Crail como exemplo. “Os novos que saíram agora são bons mas a algum tempo atrás sempre corria o eixo ou gastava super rápido”. Trucks são um componente de ferro do skate, que segura as rodas.

Apesar dos pesares, a nova safra conta com talentos com um grande futuro pela frente, muitos deles já com patrocínios fortes. “Eu destacaria o Gabriel Granja, Carlos Iqui e o Marlon Silva”, diz Mateus Sacchett, skatista de 17 anos. Questionado se pretende fazer do skate uma profissão, Sacchett é modesto: “Nem penso nisso, porque tem muito cara que anda muito melhor que eu”.

Outra iniciativa é da marca paulista de skate Cisco e sua equipe, composta por cinco skatistas de todo pais, tomaram a iniciativa de viajar para a regiao Sul em busca de duas caras novas no time. O Cisco Tour: “Procura-se Flow!” inciou na quinta-feira, 27 de maio, na serra gaucha, em Caxias. “Nossa expectativa é com este apoio, proporcionar para aqueles que
querem viver do skate, evolução e crescimento dentro da cena nacional,
gerando oportunidade para ingressar na equipe em 2010. O Flow Team
escolhido pela equipe, será mais um elo desta corrente, tendo apoio
necessário para fazer seu skate fluir”, comenta o fotografo Pablo Vaz
que acompanha a tour.

Gui da Luz, Roger Silva, Everton Tutu, LP Aladin e Marcos Maciel, já
passaram por Caxias, Passo Fundo e Sarandi e agora seguem rumo a Santo
Ângelo, Uruguaiana, Sta Maria, Sta Cruz, Novo Hamburgo, São Léo,
Esteio e por último Porto Alegre. A grande missao será o Game of
S.K.A.T.E semelhante a brincadeira do Chefe Manda. Um skatista começa
executando uma manobra, em seguida o outro skatista deve repetir

acertando-a. Caso houver erro, o jogador terá uma letra da palavra Skate. Quem completar a palavra é o perdedor e o que tiver menos letras vence.
A proposta da ação atende a real necessidade de um praticante do
esporte, pois existem muitos talentos escondidos sem chances de
mostrar seu nivel. A atitude da Cisco foi um passo importante para o
desenvolvimento do carrinho no Estado. Basta agora os skatistas locais
se esforçarem para ter reconhecimento e fazer parte da equipe Cisco.

EVENTOS DO FIM DE SEMANA:

Campeonato RS
Este fim de semana vai ser de muito skate no interior gaúcho.
No sábado a cidade de Santo Ângelo vai realizar o Campeonato Regional
Board Sporths, na Pista Pública do Complexo Esportivo Tamoio, rua
Marechal Floriano na região Centro Norte.
Já no domingo, o Campeonato de Skate será em Lajeado, marcando também a reinauguração da pista da cidade que fica na rua Santos Filho, 984.

Best Trick Naipe
A equipe Naipe skateboard promoverá no próximo domingo, dia 31 de maio
um campeonato Best Trick, ou seja, melhor manobra na pista pública de
Canela, Av. Julio de Castilhos, 152 localizada no centro. O evento
inicia às 14h e as inscrições são gratuitas.

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Todas as gerações competindo pelo mesmo esporte

Posted in Uncategorized on maio 15, 2009 by skateabout
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A pista new.love Bowl foi palco do campeonato Old is Cool, em Viamão

Nos dias 1, 2 e 3 de maio, a nova e velha geração do skate se encontraram no campeonato Gatorage Old is Cool 2009. A competição ocorreu na pista new.love Bowl, localizada na Swell Skate Camp em Viamão. Considerada o berço do skate gaúcho, a Swell reuniu skatistas de várias regiões do país, independente de idade e estilo. “De 31 anos de Swell, todos esses anos foram repletos de skate, mesmo com situações precárias, sem reconhecimento do esporte quanto agora. Hoje temos estrutura, compartilhada entre a nova e velha geração. É claro que adoraríamos ter o novo bowl (new.Love Bowl) 30 anos atrás, quando tínhamos pernas mais firmes. Porém, esse desafio faz com que andemos ainda mais, mesmo sendo por diversão”, relata Alexandre Furnari, 50 anos, um dos pioneiros do esporte, com 35 anos de skate.

Além da adrenalina depositada na piscina, teve show de bandas e churrasco para os competidores. Gustavo Tesch, responsável da Swell revelou que em três anos de casa, tivemos uma grande evolução. “Antes existia o tradicional bowl em forma de snake, que era a diversão geral dos skatistas de toda a região sul 31 anos atrás. Hoje, além de termos centenas de pistas no estado, a Swell é composta por uma pista de mountainboard, miniramp coberto, trilha no meio da natureza, espaço de lazer com churrasqueiras e o mais novo new.Love Bowl, concretizado em 2008, que possui estruturas “gringas”. Podemos considerar que temos qualidade na estrutura para os treinos do skate”.

O público ficou anestesiado com o nível de skate que presenciou, vibrando e incentivando os skatistas em cada manobra executada. A final no domingo incendiou ainda mais a disputa. Sem medo de arriscar, os competidores não abriram mão de ceder espaço aos concorrentes dando o máximo de si.

A pista new.love Bowl foi palco do campeonato Old is Cool, em Viamão

Quem levou a melhor na categoria Profissional foi o carioca Allan Mesquita. Já o primeiro lugar da Master, participantes de 30 a 34 anos, ficou com o paulista Dacio Franco do Amaral. O catarinense Mauricinho Boff foi o vencedor da competição de 35 a 39 anos considerada Grand Master. A Legend categoria dos quarentões teve vitória do paulista James Bigo. E pra finalizar César “Gyrão” 47 anos, faturou a 1° colocação da Grand Legend.

Confira imagens com depoimentos, as manobras executadas no bowl e a festa que aconteceu após a competição no vídeo abaixo:

Um manifesto pelo skate gaúcho

Posted in Uncategorized on abril 3, 2009 by skateabout

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Todos estão acostumados a ver na TV aberta grandes campeonatos de skate em São Paulo e Rio de Janeiro, dois pólos do esporte no Brasil. Porém, poucos sabem que o skate gaúcho é o terceiro mais forte do país. Do Rio Grande do Sul, saem grandes marcas de roupas e calçados, para a prática do skate, proporcionando patrocínios aos atletas se destacam na região. Muitos profissionais viajam o mundo representando o Brasil e têm como objetivo melhorar a imagem do esporte, lutando por mais espaço e reconhecimento da modalidade na sociedade e por um maior apoio dos órgãos governamentais.

Há mais de 2 anos, a Federação Gaúcha de Skate (FGSKT) e a Associação Portoalegrense de Skate (APAS) lutam para a construção de uma pista de skate em Porto Alegre. Os recursos para a obra já foram aprovados perante o governo federal, porém o processo emperrou na Prefeitura. A necessidade de uma nova pista na Capital é grande. A pista de skate do IAPI, apesar de reconhecida mundialmente, nunca passou por um processo de reforma, sendo insuficiente para atender as necessidades do publico. Luan de Oliveira, de apenas 18 anos, conquistou a cena nacional e internacional graças à pista do IAPI, onde começou a andar de skate.

Vários outros Luans devem estar por vir, e é necessário dar oportunidades, construindo novos “skate parks”. “Para a prática do Street Skate, que é a modalidade mais praticada no mundo, Porto Alegre só tem uma pista, pequena para a quantidade de skatistas que tem na cidade”, diz Cezar Dal Pozzollo, o Gordo, skatista profissional desde 2000. “Skatistas se deslocam da Zona Sul, de outros municípios e até mesmo de fora do país para andar no IAPI. A gente precisa de mais pistas”, acrescenta.

Por isso, 29 de março foi um dia importante para o skate gaúcho. Neste dia, a pista pública do IAPI em Porto Alegre foi palco de um manifesto para o benefício do skate da cidade. O ato começou às 10 horas da manhã, com a coleta de assinaturas para angariar recursos para a construção de pistas de skate na capital gaúcha e também ocorreram campeonatos , um em jam session para os amadores, onde todos andam juntos em uma bateria e best trick, melhor manobra em um obstáculo montado, para os profissionais.

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Apenas construir pistas novas, no entanto, não irá resolver o problema. É necessário construí-las com o devido acompanhamento da FGSKT e da APAS. As pistas construídas sem a colaboração das entidades ligadas ao skate acabaram sub-aproveitadas, abandonadas e algumas são palco de consumo de drogas. Sem falar no perigo que elas representam para quem pratica o skate. Segundo Gordo, muitas pistas são feitas com rampas desproporcionais, fazendo com que o skatista pegue velocidade demais ou não suficiente. “Ás vezes fazem pistas com um chão ruim, que trava o skate, e acabam acontecendo um monte de quedas. Eu cansei de ter que levar gente para o hospital com braço, perna quebrada”, afirma ele. É o caso de pistas como a da Gaston Englert ou a do Parque Germânia. “Porto Alegre tem várias outras pistas que a prefeitura fez sem consultar nenhum atleta, ninguém envolvido com o skate. As pistas acabaram jogadas e ninguém vai andar nelas”, diz Rafael Guzzo, skatista profissional há 6 anos.

Porém, a construção de uma pista nova, que seria no Parque Marinha, esbarra na burocracia. A justificativa oficial era de que não havia uma drenagem ideal para a construção. Mas no início de março, houve uma reunião entre o secretário da SMAM e da SMOV, e a esperança cresceu. “Acho que agora teremos uma resposta direta, pois agora os problemas serão sanados diretamente de secretário para secretário, o que não acontecia antes”, diz Guilherme Gonçalves, o Gnomo, atleta profissional há 7 anos. O projeto da pista foi iniciado em 2006, com a verba federal obtida pelo deputado federal Beto Albuquerque. Ele conseguiu aprovar duas emendas, uma delas no valor de R$ 150 mil para a pista no Marinha, para a modalidade Street Skate, e outra, de R$ 100 mil, para uma pista no Guarujá, que será no estilo vertical.

“Dentro da parte burocrática da prefeitura, do mecanismo de secretarias que cuidam da construção da pista, que está travada há mais de dois anos, acho que ela talvez saia agora. Com mais este manifesto, talvez a gente possa conseguir mais rapidez da prefeitura, para que até o final do ano, as duas pistas estejam prontas”, acrescenta Gnomo. Uma delas, no Marinha, que será para a modalidade Street Skate, e a do Guarujá, que será no estilo vertical.”

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No final do evento, foram arrecadadas 440 assinaturas entre skatistas e simpatizantes que apóiam e acreditam na evolução do skate, alem de outras 650 através de uma petição online, lançada pelo blog do manifesto. Só resta esperar que, desta vez, o projeto de uma nova pista se concretize de uma vez por todas.

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Posted in Uncategorized on março 20, 2009 by skateabout

Conheca mais sobre o mundo do skate com os blogueiros Roberta, Graziela, Ian e Thiago! Ate mais.